Para controladora da TIM não há fundamento nos rumores de união das duas celulares
A Telecom Italia divulgou um comunicado hoje, no final da tarde, onde diz que não há qualquer fundamento nas notícias veiculadas por jornais brasileiros de que o governo estaria estudando a fusão entre Vivo e TIM. No dia 17 os novos dirigentes do grupo italiano estiveram em Brasília, onde conversaram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros membros do governo, e ratificaram o interesse da companhia de investir no país de forma independente. Os rumores da fusão das celulares começaram a partir de uma declaração do ministro Hélio Costa de que para aprovar a fusão da Oi com a Brasil Telecom poderiam também ser atendidos outros pedidos dos grupos Telefónica e Telmex.
A Telefónica, junto com acionistas italianos, comprou participação na holding Olimpia que está presente no capital da Telecom Italia. A Anatel, para aprovar o acordo, impôs 28 restrições a fim de garantir uma atuação independente já que as duas detém mais da metade da base instalada de celulares no país. Além disso, a possível mudança ou eliminação do PGO (Plano Geral de Outorgas), para garantir a fusão da Oi e Brt, não atinge as operadoras celulares que não são concessionárias e estão sujeitas ao PGA (Plano Geral de Autorizações). Todas essas prováveis mudanças, por enquanto, dizem respeito às concessionárias fixas.
O presidente da TIM, Mario Cesar Araujo, em coletiva de imprensa realizada esta semana, reforçou que o board da Telecom Italia saiu satisfeito com as promessas recebidas do governo brasileiro de que não haveria regras diferenciadas para investimentos nacionais e estrangeiros e seria mantida a isonomia competitiva. Ele chegou a sugerir que, como contrapartida das negociações para Oi e BrT fosse colocada a efetivação do unbundling no país. A TIM possui licença de STFC (Serviço Telefônico Fixo Comutado) e, por enquanto, tem oferecido serviço de telefonia fixa pela sua rede celular. Nos seus planos de expansão está a possibilidade de usar a rede fixa, por meio do unbundling, para também chegar até a casa do usuário. A TIM não comenta as matérias sobre a possível fusão com a Vivo por ser um assunto que envolve sua controladora. Araujo tem dito que a recomendação dos acionistas é de continuar competindo e atuando de forma independente
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